São Luís - Maranhão,
O samba-cabaré “Olerê! Olárá!”, com direção e dramaturgia maranhense Dionisio Neto, reestreia em 7 de julho no Teatro Folha, em São Paulo. O espetáculo resgata o teatro de revista, as chanchadas e seus inusitados personagens. Estruturado com prólogo, crítica, quadro de imprensa e apoteose , como o clássico teatro de revista, traz ainda os personagens característicos - clowns, mestre de cerimônia e vedetes - e também conta com música ao vivo, tocada pelo Trio Cha Cha Cha, de percussão, violão e teclado.
A peça apresenta cinco vedetes contemporâneas - cada uma com características e histórias particulares – que cantam, dançam e conduzem o público para seus mundos, falando de amor, paixões avassaladoras, luxo, preguiça, alegria e glamour. Entremeando as estrelas estão os quadros da imprensa e da crítica, compostos por três jornalistas e um crítico de teatro, todos fazendo comentários irônicos e ácidos, com avaliações hilárias sobre o show das vedetes.
A Drag Queen Milanta Plus é mestre de cerimônia do espetáculo, auxiliada pelo Palhaço Oscar, seu assistente de palco. As músicas são releituras de clássicos da MPB em transamba – transformação de outros ritmos em samba. Entre os clássicos contemplados estão Dinheiro é Bom (marchinha de carnaval), As Rosas Não Falam, de Cartola, Coração Vagabundo, de Caetano Veloso e Todo Amor que Houver Nesta Vida, de Frejat e Cazuza.
Sobre a direção
Dionisio Neto nascido no Bairrod e Fátima é ator, diretor e dramaturgo. Formado pelo Centro de Pesquisas Teatrais do SESC, trabalhou com Antunes Filho, Gerald Thomas, Bia Lessa, Gabriel Vilella, Márcio Aurélio, José Celso Martinez Correia, Ivan Feijó, entre outros. Escreveu e produziu mais de 10 peças de teatro (“Perpétua”, “Opus Profundum”, “Antiga”, “Desconhecidos”, entre outras). Participou de festivais nacionais e internacionais. Em cinema, atuou em “Carandirú”, de Hector Babenco, “Garotas do ABC”, de C. Reichembach e “Contra todos”, de Roberto Moreira. Em televisão atuou nas novelas “A Favorita”, co mo o guerrilheiro Tito, na minissérie “Carandirú”, da Rede Globo de Televisão.
Sobre a Companhia Satélite
Com 13 anos de estrada, a Companhia Satélite aprofunda a linguagem de integração nas diversas formas de arte. Tem no currículo espetáculos como “Perpétua”, “Opus Profundum” (peça-festa-manifesto-show que ganhou montagem americana e capa do caderno de cultura do The New York Times, em 1998, vencedora da Jornada de Teatro do Sesc-SP), “Corações Partidos e Contemplação de Horizontes”, “Os Dois Lados da Rua Augusta” e “DesembestaI!”. Atualmente ganhou sede nas imediações da Praça Roosevelt.
Ficha técnica
Dramaturgia e direção: Dionisio Neto
Direção musical: Naná Rizzini
Elenco: Giovanna Velasco, Jeyne Stakflett, Maíra Dvorek, Mayana Neiva, Sabrina Orthmann, Claudio Agullo
Apresentação: Milanta Plus, Tuio Cha-Cha-Cha, Edu Berigo (teclado), Felipe Mihran (violão), Nil Aranates (percussão)
Assistente de direção: Solange Akierman
Coreografia: Kátia Barros
Figurino: Fábio Namatame
Cabelo e maquiagem: Jrosantos
Preparação de voz e canto: Claudia Romano
Workshop de actor’s studio: Lúcia Segal
Workshop de clown e comedia dell’arte: Luiza Albuquerque
Iluminação e operação de luz: André Telles
Design gráfico: Angela Mendes
Fotos: Eduardo Knapp
Produção: Berenice Haddad
Assistente de produção: Estefani Fontes e Guilherme Rodio
Direção de produção e administração: Fred Fontes
Cenografia e adereços: Dionísio Neto e Fred Fontes
